Pornografia de Vingança

Vou ser direto com você: se você chegou até aqui, provavelmente seu coração está acelerado, a ansiedade está batendo no teto e a sensação de impotência parece esmagadora. Eu sei. Parece que o chão se abriu. Mas eu preciso que você respire fundo agora e preste muita atenção no que vou te contar.

Você não está no fim da linha. Pelo contrário, você está prestes a descobrir como virar esse jogo.

A pornografia de vingança é uma violação brutal, sim, mas não é uma sentença perpétua de vergonha. Existe um caminho jurídico, técnico e estratégico para remover o conteúdo, identificar o agressor (mesmo que seja anônimo) e fazê-lo pagar caro por isso — tanto na esfera criminal quanto no bolso.

Fique comigo até o final. Vou te revelar o “pulo do gato” jurídico que muitos advogados esquecem e que pode ser a diferença entre o vazamento se espalhar ou ser estancado na fonte.

O que exatamente é pornografia de vingança?

Se você busca uma definição rápida para entender o terreno onde estamos pisando:

Pornografia de vingança (ou revenge porn) é o ato de divulgar, compartilhar ou ameaçar vazar fotos e vídeos íntimos de terceiros sem o consentimento deles, geralmente após o término de um relacionamento, com o objetivo de humilhar ou chantagear a vítima. No Brasil, essa prática é crime tipificado no Artigo 218-C do Código Penal (Lei Rose Leonel).

Agora que alinhamos o conceito, vamos para a estratégia de guerra.

Pornografia de Vingança

O erro fatal que 90% das vítimas cometem

Quando descobrem o vazamento, o instinto humano é apagar tudo. Você quer deletar as conversas, bloquear o agressor e destruir o celular. Pare agora!

Se você apagar as provas, você apaga a arma do crime. Para a justiça, dados são poder. Sem a materialidade do crime, o processo criminal de divulgação de fotos íntimas fica manco.

O protocolo de segurança imediata

  1. Não confronte o agressor agora: O elemento surpresa é seu aliado.
  2. Faça a ata notarial: Prints de tela comuns podem ser contestados na justiça como montagens. Vá a um cartório e peça uma Ata Notarial. O tabelião vai acessar o conteúdo (WhatsApp, Facebook, Site) e certificar que aquilo existe. Isso tem fé pública. É a “bala de prata” da prova.
  3. Salve a URL e o hash: Se o conteúdo está em um site, copie o link exato.

A lei está do seu lado

Muita gente confunde a Lei Carolina Dieckmann com a legislação atual. Esqueça o passado. Hoje, temos a Lei 13.718/2018 (Lei Rose Leonel). Ela transformou a divulgação de cena de estupro ou de cena de sexo e de pornografia sem consentimento em crime de ação penal pública incondicionada.

O que isso significa no “juridiquês” traduzido? Que o estado tem o dever de processar o agressor. A pena pode chegar a 5 anos de reclusão. E não para por aí: a pornografia de vingança gera o dever de indenização por danos morais e materiais.

Pornografia de Vingança

O que fazer x O que NÃO fazer

Para facilitar sua visualização e melhorar a experiência de leitura:

AçãoO Jeito Errado (Perde o Caso)O Jeito Certo (Ganha o Caso)
ProvasTirar print simples e apagar a conversa.Fazer ata notarial e backup em nuvem (google drive/dropbox).
ContatoXingar o agressor e ameaçar de volta.Silenciar (sem bloquear) para coletar mais provas de ameaça.
RemoçãoDenunciar pelo botão do app e esperar.Entrar com liminar judicial para remoção em 24h sob pena de multa.
PolíciaIr à delegacia sem provas organizadas.Levar um dossiê com ata notarial e URLs para a delegacia de crimes cibernéticos.

Como remover o conteúdo da internet rapidamente?

O marco civil da internet é claro. As plataformas (Facebook, Instagram, X, Google) têm responsabilidade subsidiária se não removerem o conteúdo após ordem judicial específica. Mas, em casos de nudez ou atos sexuais privados, a notificação extrajudicial (feita pelo seu advogado ou por você mesma com os canais de denúncia específicos) já obriga a plataforma a remover, sob pena de responder solidariamente.

Dica de Mestre: Não dependa apenas da boa vontade das Big Techs. Uma medida liminar (tutela de urgência) é o instrumento jurídico que obriga a remoção imediata, muitas vezes fixando multa diária (astreintes) se a plataforma demorar.

O ciclo da violência e a saúde mental

Eu preciso tocar nesse ponto. A exposição íntima não consentida mexe com a nossa estrutura psíquica. O medo do julgamento social é paralisante. Mas lembre-se: a vergonha não é sua. A vergonha é do criminoso.

Ao agir rápido, você retoma a narrativa. Você deixa de ser “a pessoa do vídeo” e passa a ser “a pessoa que processou e venceu”. Essa virada de chave é essencial para sua recuperação emocional e social.

Para sua defesa

  • Quanto mais tempo o conteúdo fica no ar, mais ele se espalha (efeito viral). O tempo é inimigo.
  • Busque profissionais especialistas em Direito Digital. O clínico geral do direito pode não saber lidar com hashtags, IPs e provedores de conexão.
  • Milhares de mulheres (e homens) já conseguiram indenizações robustas e a condenação dos culpados. A jurisprudência está se solidificando a favor da vítima.

Perguntas frequentes

Aqui respondemos diretamente ao que você está pensando.

1. Quem compartilha também comete crime?

Sim! Quem recebe a imagem e repassa (no grupo do futebol, da família, do trabalho) também comete o crime tipificado no art. 218-C do Código Penal e pode ser processado e condenado a pagar indenização.

2. O agressor pode ser preso?

Sim. A pena varia de 1 a 5 anos de reclusão. Se o crime for praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima (namorado, ex-marido, ficante), a pena é aumentada em até 2/3.

3. Quanto tempo demora para tirar do ar?

Com uma liminar bem fundamentada, juízes têm concedido prazos de 24h a 48h para as plataformas removerem o conteúdo, sob pena de multas pesadas.

Conclusão

Não deixe que o medo te paralise. A internet parece uma terra sem lei, mas ela deixa rastros indeléveis. O IP, o registro de acesso, o dispositivo usado… tudo isso aponta para o culpado.

A pornografia de vingança é uma tentativa covarde de controle, mas a lei oferece ferramentas poderosas para quebrar essas correntes. Ao buscar seus direitos, você não está apenas se protegendo, está mandando um recado claro para a sociedade: o corpo é meu, a imagem é minha e a justiça será feita.

Se você está passando por isso, o primeiro passo é documentar. O segundo é buscar ajuda especializada. Não enfrente isso sozinha.

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